O Cepticismo em Portugal

Não existe muita informação histórica sobre o movimento céptico em Portugal – arriscar-me-ia mesmo a afirmar que não existe nenhuma.
[Sobre a promoção de ciência em Portugal, recomendo o livro Cultura Científica em Portugal (FFMS, 2015) de António Granado e José Vítor Malheiros.]

O conhecimento que tenho sobre a história do movimento céptico português recebi-o por via oral e por fazer parte do mesmo: sou presidente da única associação de promoção do cepticismo em Portugal, a COMCEPT – Comunidade Céptica Portuguesa.

Mas o activismo céptico português não começou com a COMCEPT.

No início do século XXI, Ludwig Krippahl e outros activistas avançaram para a criação da CEPO – Cépticos de Portugal, uma associação que nunca chegou a ser formalizada, mas cuja página web ainda se pode encontrar aqui. O Ludwig continua muito activo no blog Que Treta.

Outro nome muito reconhecido no activismo céptico português é o de David Marçal que, depois de se doutorar em Bioquímica, dedicou a sua carreira à comunicação e promoção da ciência. É autor de vários livros, incluindo o já aqui mencionado Pseudociência (FFMS, 2014) e actualmente coordena o projecto GPS – Global Portuguese Scientists. Escreve regularmente no blog colectivo De Rerum Natura. Podem ficar a conhecer melhor o percurso do David nesta apresentação:

Outro autor do blog De Rerum Natura, e um dos seus fundadores, que tem dedicado uma boa parte do seu tempo à promoção da ciência e do pensamento crítico é o professor da Universidade de Coimbra Carlos Fiolhais.

Foi com estas (e muitas outras) referências que, em 2012, nasceu a COMCEPT. Inicialmente, era apenas um grupo informal que criou um website e se propôs organizar eventos e iniciativas de promoção do cepticismo. Começou por organizar tertúlias informais mensais (Cépticos Com Vox), mas depois aventurou-se na organização de uma conferência mais formal (ComceptCon), que se realiza anualmente desde então. Criou dois prémios, um satírico e um “sério”: o Unicórnio Voador, que é atribuído anualmente em três categorias, e o Prémio COMCEPT, que é atribuído a personalidades que se tenham destacado na promoção do cepticismo (não tem frequência definida). No website podem-se encontrar recursos, recomendações de leitura e comentários a vários temas relacionados com ciência e sociedade. Ao longo dos anos, foi crescendo e consolidando-se até que, em 2016, se formalizou sobre a forma de associação.

Escrevi, muito recentemente, uma breve história da COMCEPT para a revista espanhola El Escéptico, a convite do seu editor (“Portugal, Los primeros pasos de Comcept“). Se quiserem saber um pouco mais, convido-vos a lê-la aqui (PDF). Por ocasião do 4º aniversário da COMCEPT, em Abril de 2016, o António Piedade também fez uma reportagem, publicada em vários meios da imprensa regional (“Nem tudo o que parece ciência o é!”), e que podem ler aqui.

 

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